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Por dentro da Redação do Portal Terra com Edson Rossi

Cláudio Amaral (*) Quem fechou os olhos e se deixou levar pelas palavras mansas – mas ao mesmo tempo firmes – de Edson Rossi, certamente se sentiu dentro da Redação do Portal Terra, centralizada na Torre Norte de um imponente e sofisticado edifício da Avenida das Nações Unidas, na zona sul da Capital paulista. Tal qual acontece com quem lê com vagar e degusta cada frase escrita por Gay Talese em O Reino e o poder , a respeito do The New York Times, não por acaso o “Manual de Redação” do diretor de Conteúdo de um dos quatro maiores portais de notícias em operação no Brasil. Edson Rossi esteve conosco por duas horas na manhã de quarta-feira, 25/11, no último Por dentro da Redação de 2009. Ele e sua inteligência, simplicidade, experiência e sinceridade de longos anos de jornal diário, revistas de sucesso e há um ano como comandante em chefe da Redação do Terra. Cada vez mais grisalho, mas ainda assim exibindo uma vasta cabeleira, Edson Rossi contou a todos que foram ao Centro Cultural V...

Como nasce uma pauta (1)

Cláudio Amaral A sugestão é da minha Amiga Arminda Augusto, que divide comigo as responsabilidades dos Editores-Executivos de A Tribuna de Santos: contar como nasce uma pauta. Nós dois somos Editores-Executivos de A Tribuna. Trabalhamos frente a frente um com o outro. E ela me fez essa sugestão quando eu contava a ela, na noite desta segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009, como nasceu a pauta que fiz ontem e que resultou numa reportagem publicada hoje, na página A-6 de A Tribuna. Estava eu num dos bancos frontais da plateia da Igreja do Embaré, em Santos. Faltava um ou dois minutos para as 11 horas da manhã de ontem, domingo, 22 de fevereiro de 2009, quando o comentarista anunciou que aquela Celebração da Missa seria dedicada aos 50 anos de imigração de uma família que viera da Indonésia. O tema imediatamente me chamou a atenção. Não consegui entender o nome da família, mas fiquei atento. Olhei para a direita e para a esquerda, para frente e para trás. Sempre em busca de alguém que pod...

Um repórter que tem prazer em contar histórias de gente

Cláudio Amaral Ao chegar à Redação d'A Tribuna de Santos, na manhã desta segunda-feira, eu disse ao jovem senhor alto e grisalho que trabalha no fundo da Redação: - “Você queria fazer o jornal sozinho, neste final de semana?” Ele sorriu e, meio sem jeito, ponderou que não tem culpa se tudo acontece no sábado e no domingo em que ele está de plantão. - “Não é bem assim” , eu acrescentei. “A verdade é que a notícia procura o bom repórter, tal qual a bola vai a busca do bom jogador de futebol” . Pelo sim, pelo não, ele assinou reportagens na D-4 de sábado, B-6 de domingo (exclusiva com Pelé), B-15 e E-1 desta segunda-feira. Ele é jornalista desde 1984, quando saiu da faculdade. Fez assessoria de imprensa por cinco anos, até conseguir uma vaga n’A Tribuna. Está entre nós há exatos 19 anos. Primeiro foi repórter de Esportes. Depois, no caderno AT Mulher, porque a editora Ivani Cardoso queria um olhar masculino numa publicação essencialmente feminina. Está no Galeria desde que as equipes ...

A importância da equipe madrugadora

Cláudio Amaral Houve um tempo, muito tempo, que o jornalista, boêmio por natureza, só começava a chegar à Redação à tarde. Muitos, no fim da tarde. Outros, à noite. Era assim porque os jornais, mesmo os maiores do Brasil, tinham tiragens pequenas e circulação geograficamente restrita. Podíamos, portanto, fechar tarde, do meio da madrugada para o início da manhã, porque, mesmo assim, os jornais chegavam às mãos dos leitores a tempo de serem lidos no café, a caminho do trabalho ou antes do começo da jornada de cada um. Hoje, não. As tiragens cresceram, o tráfego de veículos fica cada vez mais difícil (mesmo em cidades do porte de Santos) e, por consequência, é preciso começar cedo, na Redação, para que o produto final chegue a tempo onde os leitores precisam que os jornais cheguem. No caso d’A Tribuna, em quase todas as cidades do Litoral + São Paulo + ABC. É por isso que os administradores de redações passaram a dar – e dão – cada vez mais importância para as equipes da manhã, as madrug...

A Tribuna de Santos

Há dois meses, exatamente, estou sem olhar para este blogue. Lamento, mas é verdade. A culpa, entretanto, é toda minha. Justificativa é o que mais tenho, mas nem assim me conformo com esta ausência. O que me conforta é que se trata de uma ausência justificável: passei os últimos dois meses dedicado quase que exclusivamente ao "Projeto A Tribuna de Santos". Primeiro, como candidato. Depois, desde 1º de outubro de 2008, como Editor-Executivo d'A Tribuna de Santos, um dos maiores e mais importantes jornais diários do Brasil. Quem quiser saber mais a respeito pode me escrever pelo endereço eletrônico clamaral@uol.com.br . Quem tiver paciência e ou puder esperar, aguarde minhas próximas postagens. Cláudio Amaral Santos, 3 de novembro de 2008

Dicas aos novos colegas

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José Lewgoy ( Veranópolis /RS, 16 de novembro de 1920 + Rio de Janeiro , 10 de fevereiro de 2003 ) Sérgio Leitão Especial para o Blogue Aos Estudantes de Jornalismo Como nosso público-alvo é integrado, basicamente, por estudantes de jornalismo, sinto-me na obrigação de tentar passar um pouco de minha experiência para esses novos colegas. Primeiramente, quero parabenizá-los pela feliz escolha, porque bom jornalismo é uma cachaça. Não sei se deveria dizer que são conselhos porque, segundo se diz, “se conselho fosse bom ninguém daria de graça, cobraria”. Mesmo assim atrevo-me a tentar chamar a atenção para algumas dicas, que tanto podem nos propiciar uma grande alegria ou, por outro lado, nos fazer passar por um mico tremendo. Aos novos colegas, um alerta: prepare-se, porque, no início, em que se rala muito, elogios por uma boa ação passam rápido, duram, no máximo, um dia. Agora, se você comete um erro, meu Deus do céu, se segura, pois certamente a redação inteira ficará sabendo e pass...

A arte do futebol brasileiro a perigo

Sérgio Leitão Jornalista Especial para o Blogue Aos Estudantes de Jornalismo O maior embaixador do Brasil nas últimas décadas, não resta dúvida, tem sido o futebol, por conta de sua arte, que arrebatou corações e mentes de expectadores estrangeiros mundo afora. A consagração teve início na Copa do Mundo de 1958, na Suécia, quando o Brasil, liderado por gente de talento como mestres Didi e Nilton Santos e, principalmente, pela genialidade de Garrincha e de Pelé, então apenas um moleque travesso de 17 anos, conquistou seu primeiro título mundial. Não foi à toa que partiu dos franceses a idéia de eleger Pelé como “Le roi du football” (o rei do futebol), o que viria acontecer no ano seguinte, em 1959. A admiração dos críticos estrangeiros pela arte de jogar futebol dos brasileiros foi crescendo, a ponto de Pelé ter se tornado uma celebridade mundial, desbancando em popularidade astros de Hollywood como Marlon Brando, James Dean, Elizabeth Taylor, Frank Sinatra. Fora dos Estados Unidos, Pel...