terça-feira, 21 de julho de 2015

SÉRGIO BARREIRA LEITÃO: DESCANSE EM PAZ, AMIGO.


Cláudio Amaral

Sinto-me profundamente triste. Mas, sinceramente, deveria estar era muito feliz. Triste porque perdi um grande Amigo. Um dos melhores Amigos que tive nestes meus 65, quase 66 anos de vida. Mas deveria estar feliz porque ele foi chamado para um descanso eterno.

Agora, mesmo que eu não queira, tenho que admitir que Deus deu o devido e merecido descanso a um dos maiores e mais bem sucedidos Jornalistas que conheci e que este Brasil já teve.

Sérgio Leitão, o cearense mais carioca que conheci, era uma pessoa inigualável. Um ser humano como poucos. Um pai aplicado, dedicado e amado por Leslie, Cassius e James.

Conheci Sérgio Leitão aqui em São Paulo. Precisamente, na sala de imprensa que montei no Esporte Clube Pinheiros por ocasião da Federation Cup no Brasil.

Ele foi o único a me pedir licença para instalação de um terminal de telex no local para ter plenas condições de produzir e transmitir, diariamente, durante duas semanas, as notícias e reportagens que fazia a respeito da chamada “Copa Davis das mulheres”.

Leitão trabalhava tanto, mas tanto, que eu dia, ingenuamente, disse a ele: Você é o único carioca que se dedica tanto ao trabalho. E ele me respondeu: Claudinho, eu não sou carioca. Sou cearense.

Além do Português, ele falava, lia e escrevia também em Espanhol e Inglês, ainda que trabalhando para um único canal noticioso: a Reuters, uma das maiores agências de notícias do mundo.

A partir daquele grande evento esportivo, realizado em meados de 1980, nossa amizade só cresceu. E nossos contatos foram cada vez mais frequentes, pessoalmente e por telefone.

Tanto que um dia, depois dele tanto insistir, mandei meus dois filhos, Mauro e Flávio, passar férias junto à família Leitão, no Rio de Janeiro.

Voltamos a nos encontrar no Rio de Janeiro por ocasião de uma das muitas competições de velocidade lá disputada. Inclusive num Grande Prêmio de Fórmula 1 em que, por indicação minha, ele foi contratado pela Marlboro para servir de intérprete numa conferência de imprensa.

Noutras ocasiões Sérgio Leitão me ajudou a atender a conta do Banerj como patrocinador da equipe brasileira que iria – como foi – aos Jogos Olímpicos. E eu o ajudei a divulgar as atividades profissionais de pelo menos três competidores brasileiros de atletismo de alto rendimento.

Certa vez fui chamado a trabalhar para uma editora de jornais dirigidos a estrangeiros que vinham passar curtos períodos no Brasil. Eram publicações em Inglês, Espanhol, Francês, Italiano, Alemão... E como Leitão me dissera que o sonho dele era morar e trabalhar em São Paulo, repassei a responsabilidade a ele. Feliz ou infelizmente, o negócio não deu certo e ele seguiu vivendo no Rio e a curtir as alegrias que só lá ele tinha: as praias e o Flamengo.

Filho de diplomata, Sérgio viveu no exterior quando jovem. E também depois de casado e pai dos três filhos que ele teve e criou com a mulher, Silvia. Fez da minha residência um porto seguro quando veio a São Paulo para entrevistas no consulado do Canadá, para onde a família se mudou em seguida.

Pouco nos vimos nos últimos anos, mas jamais perdemos o contato. Tanto que sofri muito quando tive notícia de um enorme temporal no Rio de Janeiro, nos anos 1990. Eu estava trabalhando no Tênis Clube de Santos e de lá liguei para ter notícias dele e da família. Soube, então, que ele estava ilhado na sede da Reuters, no centro da capital cariosa, fazendo uma das coisas que ele mais gostava: Jornalismo. Estava ilhado mas bem. Como espero que ele esteja agora, ou seja, desde a noite desta segunda-feira (20/7/2015), descansando junto a Deus, nosso Pai Eterno.

Por quê?

Ah... e você ainda pergunta por que, caro e-leitor?

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br é jornalista desde 1º de maio de 1968, Mestre em Jornalismo para Editores pelo IICS/SP (Turma de 2003) e estudante de História na FMU/Liberdade/SP desde 1º. de fevereiro de 2013.


20/07/2015 23:22:45

sábado, 27 de junho de 2015

“A Internet pode tomar o lugar do mau jornalismo”, segundo Humberto Eco.

Está no El Pais e merece ser lida e muitas reflexões: http://brasil.elpais.com/brasil/2015/03/26/cultura/1427393303_512601.html

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Didática, a bola da vez.

http://blogdoclaudioamaral.blogspot.com.br/2014/08/por-que-346-didatica-bola-da-vez.html

terça-feira, 29 de julho de 2014

Um autor independente, entre muitos, sem grandes grifes editoriais

O Jornalista e Amigo Montezuma Cruz tem uma vida inteira dedicada ao Jornalismo. E, por consequência, muitas e muitas histórias para contar. Para mim e para todos os Jornalistas do Brasil. É por isso que repasso a todos os meus e-leitores a mensagem que recebi dele neste 29/07/2014, ao mesmo tempo em que peço o apoio de todos aqueles que têm condições ajudar a ele porque ele merece:

O que seria dos autores independentes, sem grandes grifes editoriais, não fossem as amizades? Ofereço-lhe o meu livro "Do jeito que vi". Nele, relato fatos jornalísticos e conto um pouco do cotidiano das Redações entre o interior paulista, Três Fronteiras (Brasil-Paraguai-Argentina), PR, MS, MT, Planalto Central Brasileiro, Amazônia Ocidental e Maranhão. Se tiver interesse e caso queira recebê-lo em seu domicílio, passe-me o seu endereço completo, com CEP. O exemplar custa R$ 24 (incluído o frete pelo Correio). Chega rápido. Deposite o valor na conta corrente 5424-0 / agência 2636-0 Banco do Brasil - Célio Montezuma C. Munhoz CPF 725 659 778-91 Sou grato pelo apoio e pelo prestígio a este repórter. Fraterno abraço e prosperidade em sua vida.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Portal de Brandemburgo: história e importância.

PORTÃO DE BRANDEMBURGO? A mídia se refere o tempo todo, hoje (16/07/2014), ao local em que a seleção alemã de futebol, campeã do mundo no Brasil, comemorou ontem (15) o título conquistado no domingo (13), no Maracanã, no Rio de Janeiro. Afinal, o que é e qual a história deste monumento?
http://pt.wikipedia.org/wiki/Port%C3%A3o_de_Brandemburgo

terça-feira, 15 de julho de 2014