domingo, 8 de abril de 2012

domingo, 8 de janeiro de 2012

BandNews FM, a rádio que busca atrair os jovens com jornalismo de qualidade e diferenciado



Cláudio Amaral (clamaral@uol.com.br) especial para o J&Cia

Ele tem apenas 32 anos e é diretor de Jornalismo da BandNews FM desde o início das atividades da emissora, há cinco anos. Tem sob seu comando aproximadamente 150 jornalistas e no mínimo dois nomes dos mais respeitados da imprensa brasileira: Ricardo Boechat (âncora das 7h às 9h, de segunda a sexta-feira) e Boris Casoy (âncora das 17h20 às 19h). Tem mais: a difícil missão de produzir conteúdo que convença jovens a partir de 18 anos a ouvir rádio, seja no dial ou numa das outras muitas plataformas disponíveis desde a invenção da Internet e do telefone móvel.

Ele é André Luiz Costa, paulista de Penápolis, na região de Araçatuba, a 480 quilômetros da capital. Participou da criação da primeira rede de emissoras de FM exclusivamente jornalística do Brasil, 24 horas por dia, de domingo a domingo.

André foi o convidado do Por Dentro da Redação, na última 5ª.feira (29/4) pela manhã, no auditório da Livraria da Vila da Alameda Lorena, nos Jardins. E, no papel reverso de fonte, respondeu perguntas do entrevistador Theo Carnier e do público presente durante quase duas horas.

Começou explicando o objetivo da BandNews FM: “Estabelecer, nos principais mercados do País, a primeira rede de emissoras FM com programação jornalística 24 horas, que se torne referência número 1 entre ouvintes de 25 a 49 anos na divulgação ágil de notícias relevantes e na formação de opinião”.

Acrescentou que a BandNews FM está no ar desde o dia 20 de maio de 2005 em São Paulo (96,9), Rio de Janeiro (94,9), Belo Horizonte (89,5) e Porto Alegre (99,3). Em 8 de agosto daquele mesmo ano começou a operar em Salvador (99,1). Em 2 de janeiro de 2006, em Curitiba (96,3). Em 19 de junho, em Brasília (90,5). Em 6 de outubro, em Campinas (106,7). E agora, em 29 de março de 2010, em Ribeirão Preto (96,7 FM).

Confidenciou que a expansão da rede está sendo negociada tanto no Interior paulista quanto em outros Estados do Norte e do Nordeste, sendo que em cada praça nova abre mercado de trabalho para cerca de 20 profissionais de Jornalismo. E só na central, no Morumbi, em São Paulo, tem 40 jornalistas. A eles se somam outros 30 colunistas como José Simão, Mônica Bergamo, Dora Kramer e Marcelo Duarte, que ficam no ar no máximo por três minutos.

Faz parte da diferenciação editorial da rede um jornal completo a cada 20 minutos, com espaços padronizados para notícias, prestação de serviço e opinião. Os âncoras se revezam a cada jornal, operando a mesa de transmissão, unindo a força jornalística do AM com a dinâmica, o alto-astral e a modernidade do FM. Ao lado de André estão três chefes de redação e oito âncoras só na cabeça da rede, em São Paulo.

Uma das frases preferidas de André é “atualização, sim; fechamento, não”. Outra é que “hoje, cada um tem uma tarefa básica na redação, para o funcionamento da programação (edição, produção), mas todos têm habilidade e treinamento para atuar em qualquer cargo, seja editar e apresentar um jornal, fazer uma reportagem, uma entrevista, etc.

A audiência é medida pelo Ibope, a quem 60% dos ouvintes de rádio FM na faixa de 25 a 49 anos dizem se lembrar em primeiro lugar da BandNews FM. Mas a emissora tem também seu próprio termômetro de aferição de audiência e de repercussão de seu conteúdo, que são o SMS, os e-mails, os telefonemas e outros mecanismos de interação com o público surgidos com as mídias sociais.

Aos jornalistas presentes à sétima edição do Por Dentro da Redação, André garantiu que os jornalistas da BandNews FM estão absolutamente abertos às sugestões dos assessores de imprensa, nunca deixam de receber os colegas e que não acredita em quem diz não ter tempo.

Os jornalistas da BandNews FM têm mais um desafio, além dos muitos que o dia a dia reserva a eles: tratar os assuntos – todos – de forma que os ouvintes entendam.

Com CNPJ e estrutura próprios, a BandNews FM inovou também no que se refere à “voz padrão do rádio”. Até a criação da rede de emissoras de FM do Grupo Bandeirantes, a “voz padrão do rádio” era, em geral, masculina; desde o dia 20/5/2005 o padrão feminino passou a ser também uma realidade, por meio da BandNews FM, onde tem mais mulheres do que homens no ar.

Outra inovação introduzida pela rede: entre 60% e 70% da equipe vieram de outras mídias, como jornal, revista, internet e até de assessoria de imprensa. O objetivo tem sido o de buscar novos talentos entre os jornalistas de todas as plataformas para oferecer aos ouvintes uma programação jornalística diferenciada, atraente, com uma linguagem e um estilo jovem, capaz de atrair inclusive pessoas jovens que não estavam habituadas a usar o rádio para se informar.

A quem perguntou se a BandNews FM tirou ouvintes das demais emissoras do Grupo Bandeirantes de Rádio, André garantiu que não. E explicou que cada emissora tem o seu público, tanto na AM quanto na FM. Nem por isso, os recursos materiais foram duplicados. Tanto que o helicóptero que cobre o trânsito, por exemplo, é o mesmo para todos os veículos; e as informações de trânsito são obtidas com a equipe da Sul América Trânsito FM, rádio do grupo especializada nesta cobertura.

A aqueles que desejaram saber de André se falta algo no rádio do Brasil, ele disse que, se pudesse, traria quadros da Rádio Nacional da Espanha que contam muito da vida real dos personagens jornalísticos, e o ritmo acelerado das rádios de notícia americanas, algo, aliás, próximo do ritmo que eles já conseguiram imprimir na BandNews FM.

As novidades? Sim, André anunciou para o período da Copa do Mundo a transferência da cabeça de rede para a África do Sul, as transmissões dos jogos do Brasil em rede com a Bandeirantes AM e programas e boletins com repórteres próprios desde o território africano.

Quem deseja fazer contato com André tem duas alternativas: o endereço eletrônico alfcosta@band.com.br e o telefone 11-3131-4206.

3/5/2010

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Na sala, com o doutor Sócrates

Daniel Pereira

O Sócrates é invendável, inegociável e imprestável. O cartola que tascou essa pérola lá pelo começo dos anos 80 (recusando proposta do futebol francês pelo novo ídolo corinthiano) é aquele mesmo que agradeceu a Antártica pelas braminhas que ganhou.

Diz a lenda que o inefável Vicente Matheus era um brucutu semi-analfabeto. Há controvérsias. Noutra versão, ele dava essas mancadas de propósito. Pelo sim, pelo não, no caso das brejas ele poderia (na devida proporção) ter se eternizado como o McLuhan da micro-aldeia tupiniquim – afinal, hoje, braminhas e antárticas são cevadas do mesmo saco.

Especular o passado só serve para a história, costuma dizer Sócrates, o último filósofo do falecido futebol brasileiro (antes dele, só me lembro do Afonsinho, também médico como o Magrão).

O ser socrático é paradoxal por natureza. O cidadão Sócrates Brasileiro, como todo cara tímido, precisava de inspiração para extravasar sua oralidade genial. Já o jogador de futebol, não. Magro como uma vara da Fabiana Murer, antítese de atleta, tinha que evitar o contato físico com o adversário. Como só aos gênios é permitido inventar, ele mostrou ao mundo que o calcanhar não poderia ficar conhecido apenas por ter sido o ponto fraco de Aquiles, o herói grego da Ilíada.

Tempus fugit, a bola parou, o boleiro cansou e Sócrates saiu das páginas do noticiário esportivo/político para uma sala de UTI. Entrou, saiu, recaiu, voltou, hibernou e continuou vivinho da silva, para contrariar aqueles que já haviam encomendado seu paletó de madeira. Típico dele.

Alguns apressadinhos reservaram coroas de flores e fecharam o caixão antes da hora. Outros, não assinaram a sentença final, mas, por “esperteza” ou para “não tomar furo”, publicaram a biografia, ou partes dela, à guisa de enaltecer as qualidades do futuro defunto. Confesso que, nessas horas, sinto vergonha de dizer que sou jornalista.

Permitam, pois, que eu me “inclua fora” desse time de malsinados para revelar facetas do “outro lado” do personagem, que não são conhecidas pela maioria das pessoas. São duas ou três estorinhas que tive o privilégio de dividir com o Magrão em priscas eras. Talvez ele nem se lembre mais. O Sócrates cantador: entre os títulos de campeão paulista pelo Corinthians em 1979 e 1982, Espanha no meio, alguém o convenceu (provavelmente com a concordância dele!) de que poderia fazer sucesso também no campo da música caipira. Venderiam discos a rodo.

O lançamento do bolachão de vinil foi um sucesso. Pelo menos a cobertura da imprensa, nos estúdios da RCA. Da gravadora, fomos almoçar no Rodeio, badalado restaurante da época, nos Jardins. Algumas picanhas, caipirinhas e cervejas depois, ficamos à mesa apenas o Magrão, Osmar Santos, Osmar Zan, competente produtor musical da RCA, e eu. Fim de papo, cada um para seu lado. Eu já estava na rua, o Sócrates saia do estacionamento no seu Fiat 147 verde – não me lembro se a torcida do Palmeiras pegou no pé dele por isso.

- Vai pra onde? Entra aí.

Ponderei o inconveniente, perda de tempo, coisa e lousa. Ele insistiu e lá fomos nós, embalados pela euforia natural das brejas, papo aberto de dois caipiras na cidade grande desafiando o trânsito caótico rumo ao meu apartamento, na rua Major Quedinho, perto do Anhangabaú. Ali, estabeleceu-se uma relação honesta, confiável. Não ficamos amigos íntimos. Nem haveria por que. Algum tempo depois, o jornalista Claudir Franciatto estava lançando uma revista literária e o Sócrates nos deu uma bela entrevista –filosofia pura, zero de futebol.

Voltei a falar com ele em 1990, alguns meses antes da Copa da Itália. Aposentado fresquinho, com experiência no futebol da Bota, seria o comentarista ideal da rede de notícias que a agência Comunic (Cláudio Amaral) estava montando para cobrir a Copa e abastecer jornais e rádios Brasil afora. Pelo telefone, brifei. Ele gostou.

-Vem prá Ribeirão.Vamos conversar.

Fui. Na ampla e aconchegante sala do apartamento dele (rua São Sebastião, se não erro), ele, eu, e um enorme freezer abarrotado de cervejas da Antartica contemplando o cenário. Como testemunha, o irmão Sóstenes, que também queria ser cantor. Aí, sim, meninos, eu vi, de fato, quem era aquele caboclo que falava e bebia comigo como se estivesse no terreiro de sua casa de chão batido lá no cafundó do Pará.

Claro, molhamos todas as palavras a que tínhamos direito. Moderadamente, até o fim, como convém aos empertigados bebedores sociais. Ele não pode aceitar a proposta que eu levara – entre o telefonema e a minha chegada, surgiu outra melhor. Desconfio que ele já sabia disso.

Poderia ter saído de lá com a melhor história da vida e da obra daquele sujeito diferenciado e privilegiado, mas idiossincrático quanto qualquer outro na multidão e, naturalmente tão contraditório quanto um socrático deve ser. Não fi-lo. Não me arrependo. Nunca mais cruzei pessoalmente com ele. Talvez nos vejamos no Congresso Brasileiro de Escritores que vai ser realizado de 12 a 15 de novembro, no mesmo teatro do Uniseb/COC de Ribeirão Preto, onde ele já se apresentou. Quanto ao disco que ele gravou, não sei que fim levou. Mas sei que, naquele dia, o Sócrates mais do que abriu o freezer de sua sala. Ele escancarou o livro de sua vida e posso ver, claramente, da arquibancada, que nele ainda há muitas páginas em branco a serem preenchidas. Longa vida, doutor!

Daniel Pereira é jornalista em São Paulo e pode ser contatado pelo pereira.daniel@estadao.com.br

quarta-feira, 14 de julho de 2010

O REPÓRTER, por Alvin Silverman


Cláudio Amaral

Aproveitei as férias de julho e o friozinho do Outono aqui no Hemisfério Sul para colocar parte da minha leitura em dia.

Entre os muitos livros que me passaram pelas mãos esteve “A Vida de um Jornal”.

Esta obra faz parte da minha coleção de publicações especializadas em Jornalismo e foi escrita nos Estados Unidos por Alvin Silverman, então “Chefe do Escritório de Washington do Plain Dealer, de Cleveland, um dos mais influentes diários da América”.

A primeira edição brasileira saiu aqui em junho de 1965 pela Editôra (era assim que se escrevia na época, com acento circunflexo) Lidador, cuja matriz estava sediada no Rio de Janeiro.

Em meio às perguntas que você pode vir a me fazer, imaginei:

- Por que ler uma obra cujo título é “A Vida de um Jornal”?

- Por que ler um livro publicado há 45 anos?

- Por que “perder tempo” com uma publicação vinda dos Estados Unidos?

- Por que, enfim, dedicar tempo precioso a saber detalhes a respeito do “Jornal Moderno” que está totalmente superado?

Inconscientemente, fiz-me (bonito, não?) todas essas e outras perguntas antes de começar a ler “A Vida de um Jornal”.

Mas foi só inconscientemente, porque, se tivesse feito uma, pelo menos uma pergunta do gênero antes..., eu não teria nem sequer iniciado a leitura.

Ainda bem, porque entre os 12 textos que encontrei em “A Vida de um Jornal” existe um que me agradou muito e me levou a escrever esse texto: “O Repórter”.

Trata-se de um texto que pretendo ler periodicamente, assim como recomendar aos leitores do blogue “Aos Estudantes de Jornalismo”.

É por isso que o reproduzo a seguir, exatamente nos termos em que foi publicado em junho de 1965:

O REPÓRTER

Uma das lendas da imprensa americana diz que o jornal é tão forte quanto seu quadro de repórteres. Isto é verdadeiro até certo ponto. Êsses profissionais indubitàvelmente constituem o ponto forte da organização. Mentalmente ágeis e observadores exatos, espera-se que apresentem aos leitores fatos comprovados e não boatos vagos e opiniões inçadas de preconceitos.

Há, no entanto, outras partes altamente importantes da estrutura do jornal, incluindo o pessoal da redação, que designa os repórteres para as missões, os membros do copy desk, que revisam as reportagens, e os heróis esquecidos das oficinas. Não devemos esquecer também os fotógrafos, que são realmente repórteres em todos os sentidos, salvo no de contar a história com uma câmara em vez de usar o lápis. Nenhum empregado de jornal metropolitano trabalha mais, por menos dinheiro e menos simpatia, ou em condições mais difíceis, do que o fotógrafo. O repórter pode cometer um êrro gramatical e êle será corrigido na redação. Se o fotógrafo erra, todavia, a foto que poderia ter contado o fato melhor do que centenas de palavras perde-se para sempre. Se consegue a foto, nas piores circunstâncias de multidões e condições do tempo, um pequenino êrro na câmara escura pode destruir-lhe todos os esforços.

Ainda assim, os repórteres são indubitavelmente os glamorosos do mundo jornalístico. Na Europa, a palavra “repórter” não encerra significado muito importante. Lá, o que conta é “jornalista”. Nos Estados Unidos, o indivíduo que chama a si mesmo de “jornalista” torna-se imediatamente suspeito, e é considerado um semiprofissional, na melhor das hipóteses, e um tolo pomposo, na pior. (Uma velha definição americana de jornalista diz que êste é a pessoa que vive tomando dinheiro emprestado dos repórteres.)

Graças à ficção e ao cinema, o repórter é figura muito mais glamorosa fora da redação e da profissão. Os repórteres dos grandes diários americanos recebem salários que variam de 75 a 300 dólares por uma semana de cinco dias, oito horas diárias – dependendo da experiência, capacidade e condições financeiras do empregador. Essa soma representa freqüentemente menos dinheiro, por trabalho mais árduo, do que a ganha por membros do quadro editorial e comercial, cujas identidades são geralmente desconhecidas do público.

Os chefes de redação há muito puseram-se de acôrdo sôbre, pelo menos, um dos atributos mais necessários ao bom repórter. Dizem que êle deve possuir um excelente “par de pernas”. Na gíria da imprensa, essa expressão significa a disposição de deixar a escrivaninha, o telefone e o escritório confortável e dirigir-se à cena da reportagem e conversar face a face com os indivíduos envolvidos no acontecimento. Em suma, significa o desejo de levantar-se, sair, mover-se. Não há dúvida também que uma curiosidade insaciável é necessária ao jornalista. Isto requer mais do que uma mente indagadora. Exige a ardente compulsão de saber, a disposição de fazer perguntas difíceis a fim de descobrir não sòmente os fatos em tôrno de questões importantes, mas também o que parecem detalhes triviais.

O bom repórter deve ter a honestidade intelectual do membro sério de qualquer profissão. Alguns chamam a essa honestidade de objetividade – a capacidade de perceber os dois lados de um assunto e de evitar tornar-se pessoalmente envolvido. É isto, mas também honestidade de espírito. É o tipo de temperamento que não reage ao insulto com a ira ou à ira com o insulto. O repórter deve recordar constantemente que êle é um desinteressado cronista de fatos. Como tal, deve esforçar-se para proporcionar um relato completo, exato e sem preconceitos do acontecimento. O bom repórter interessa-se tanto pelos elos ausentes da trama como por aquilo que já comprovou como fato. A fim de conseguir um relato completo, por conseguinte, deve fazer perguntas, algumas vêzes hábil e diplomàticamente, e sempre inquisidoramente. Uma vez que o jornal diário constitui a história dos acontecimentos mundiais em determinado dia, o repórter deve conhecer tanto quanto possível o mundo em que vive. Necessita de tanta educação e informações explicativas quantas possa obter. Acima de tudo, deve cultivar numerosos amigos e conhecidos, pois a sua mais importante fonte de notícias é aquilo que lhe dizem. Os conhecidos, por conseguinte, são vitais para seu êxito.

Provàvelmente todos os jovens que têm facilidade para escrever, possuem imaginação e transbordam do desejo de aventuras imaginaram-se algum dia na posição do repórter. Sendo tão acesa a concorrência por êsse lugar, de que modo pode o jovem converter o sonho em realidade?

O rapaz ou môça que anseia por uma carreira jornalística provàvelmente começou como editor do jornal da escola secundária ou na universidade. Deve ter escrito e feito reportagens durante muito tempo antes de ter obtido qualquer treinamento formal. Pelas alturas da época em que atinge a idade para entrar na universidade, deve saber se deseja realmente fazer carreira no jornalismo. Em caso afirmativo, deve planejar seus estudos de modo a obter o fundo cultural mais vasto possível. A maioria dos editôres de jornal prefere atualmente contratar candidatos com extensa educação em humanidades, com ênfase especial em Inglês, História, e Ciências Sociais. Outros preferem contratar diretamente os estudantes nas escolas de jornalismo, que proporcionam treinamento especializado nas técnicas da reportagem. Enquanto está na universidade, o repórter aspirante deve procurar obter tanta experiência de redação e correção de textos quanto possível, seja no jornal, seja numa das revistas universitárias. Algumas faculdades e universidades exigem trabalhos nas publicações diárias ou semanais como parte dos cursos de jornalismo. Em outros, êsse trabalho é opcional. A coisa mais importante que o repórter em perspectiva deve compreender, no entanto, é que o mero fato de ter trabalhado em um jornal da faculdade não o qualifica para o cargo em um grande jornal metropolitano. Até mesmo o senso de notícias e uma vasta educação não constituem garantias de se obter ou ter êxito em um emprêgo no jornal.

A maior frustração de um môço formado em escola de jornalismo e que procura emprêgo é ouvir: “Volte quando tiver experiência prática.” Onde poderá o candidato, depois de pelo menos quatro anos de estudo, obter essa “experiência prática”? Pode tentar um jornal semanário local, um dos numerosos jornais de circulação limitada à vizinhança, que, nos Estados Unidos, contém principalmente matéria social e anúncios, ou tentar um emprêgo de relações públicas em uma firma comercial, na qual seja responsável pela publicação do “órgão da casa”, ou seja, uma publicação dirigida aos empregados da organização.

Mas o fato é que muitos jornalistas bem sucedidos, homens e mulheres, não fizeram nada disso. Foram contratados simplesmente porque recusaram-se a aceitar o “não” do patrão – mas isto sem se mostrarem grosseiros nem importunos. Com persistência e firmeza, pediram repetidamente o emprêgo ao chefe de redação. Ofereceram-se para fazer qualquer trabalho, apenas para ter oportunidade de mostrar o valor. Essa perseverança obstinada, se manifestada com completo autocontrôle, reflete determinação, tenacidade e iniciativa – mais três requisitos do bom repórter. Em numerosas ocasiões, impressionado com a dedicação do jovem candidato, o chefe de redação lhe deu uma oportunidade.

A cobertura do “setor policial” constitui o jardim-de-infância para a maioria dos repórteres. Fazendo a cobertura das delegacias, o jovem aprende a identificar fatos e utilizá-los. Começa por aprender o que são fatos – e não opiniões e meias-verdades. Pouco a pouco, desenvolve personalidade, responsabilidade e técnica. E, o que talvez seja a mais rude das lições, aprende que coisa complexa, e freqüentemente desagradável, é a própria vida. Trabalhando nas delegacias, o “foca” enfrenta rotina e trabalho maçante no esfôrço para conseguir pequenos itens de notícia. Aprende algo sôbre prostitutas, ladrões, assassinos e toxicômanos. Aprende a extrair com lisonja informação de um taciturno policial ou bombeiro, a persuadir parentes abatidos pela dor a emprestar fotografias ou revelar detalhes sôbre as vidas de pessoas queridas que foram mortos ou feridas. Através dessas olhadas de relance à vida, o “foca” gradualmente domina a técnica e a rotina da coleta de notícias. Aprenda a pesquisar o livro de ocorrências na delegacia, o controlar diligências determinadas pelo escritório dos detectives, a observar e conferir tôdas as chamadas policiais e a “fazer a praça” – telefonando a uma lista selecionada de hospitais, ao necrotério, à cadeia, à polícia suburbana e aos quartéis de bombeiros.

Depois de mais ou menos dezoito meses no “setor policial”, êle desenvolve o senso de notícia e a capacidade de redigi-la. Aprendeu os pontos fundamentais de exatidão, especialmente no que tange à maneira correta de grafar nomes e endereços. Descobriu que o menor êrro pode resultar em uma ação por crime de calúnia contra o jornal, de modo que recusa aceitar a palavra de outros, e comprova pessoalmente todos os fatos. Em caso de dúvida, sabe que deve conferir os registros oficiais. Arrancar fatos de indivíduos que freqüentemente se recusam a fornecê-los constitui atividade exasperante, mas ensina paciência, perseverança, tenacidade e diligência ao jovem repórter.

Aprende êle que a regra número um do bom repórter é sempre suspeitar o pior. Isto talvez pareça uma atitude cínica, mas os repórteres policiais deparam-se tão freqüentemente com a fraqueza humana que aprendem a esperá-la. Aprende ainda que a maioria das pessoas gosta de manter sua vida privada e que aquêles que parecem ansiosos para aparecer nos jornais freqüentemente têm motivos ulteriores. Reciprocamente, aprende que quando alguém tenta suprimir uma notícia sem razão legítima deve redobrar seus esforços para descobrir por quê. Convertendo-se cada vez mais em juiz da natureza humana, suspeita logo quando a pessoa oculta a verdade. Torna-se diplomata, dotado de senso de humor, e homem compassivo que trata os inferiores intelectuais ou sociais como sêres humanos. Ainda assim, jamais se envolve emocionalmente com êles e jamais esquece que são, principalmente, fontes potenciais de notícias.

Indubitàvelmente, a lição mais importante que o jovem repórter pode aprender no seu treinamento inicial é o á-bê-cê do trabalho jornalístico, o “quem”, o “quê”, o “onde”, o “como”, e o “por quê” da notícia. O repórter principiante, tendo-se tornado sensível ao “por quê”, aprende também que dêle se espera que responda apenas às perguntas provocadas pela notícia, e não que as comente. A sua missão é de imparcialidade.

Por essa altura, êle começa também a aprender a fazer amigos e, através dêles, a ouvir, a memorizar detalhes, a fazer as perguntas oportunas, apresentar sem preconceitos as respostas, a entrelaçar fios aparentemente isolados, a ser persistente sem ser agressivo, e a ser diplomata sem ser servil.

Se aprende êsses rudimentos, está pronto para o que o jornal considera as grandes missões de reportagem.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Por dentro da Redação do Portal Terra com Edson Rossi


Cláudio Amaral (*)

Quem fechou os olhos e se deixou levar pelas palavras mansas – mas ao mesmo tempo firmes – de Edson Rossi, certamente se sentiu dentro da Redação do Portal Terra, centralizada na Torre Norte de um imponente e sofisticado edifício da Avenida das Nações Unidas, na zona sul da Capital paulista. Tal qual acontece com quem lê com vagar e degusta cada frase escrita por Gay Talese em O Reino e o poder, a respeito do The New York Times, não por acaso o “Manual de Redação” do diretor de Conteúdo de um dos quatro maiores portais de notícias em operação no Brasil.

Edson Rossi esteve conosco por duas horas na manhã de quarta-feira, 25/11, no último Por dentro da Redação de 2009. Ele e sua inteligência, simplicidade, experiência e sinceridade de longos anos de jornal diário, revistas de sucesso e há um ano como comandante em chefe da Redação do Terra.

Cada vez mais grisalho, mas ainda assim exibindo uma vasta cabeleira, Edson Rossi contou a todos que foram ao Centro Cultural Vivo, na zona sul da Capital paulista, quais são, segundo o Ibope, os portais de notícias com maiores audiências no Brasil: UOL com 27 milhões de visitantes por mês, iG com 23 milhões, Terra com 22 milhões e Globo.com com 21,7 milhões.

E contou mais a uma platéia formada basicamente por profissionais de comunicação coorporativa:

· Um terço da população brasileira – algo em torno de 68,5 milhões de pessoas – está na Internet, segundo dados do IAB-Brasil.

· A Internet é cada vez mais popular. Foi acessada por 39% da classe C em 2008 e poderá atingir 45% até o final do ano. Na classe AB, os internautas foram 76% no ano passado e poderão ser 80% em 2009.

· Com 24h48 minutos por mês, o Brasil continua sendo o País que mais acessa Internet no mundo, graças, principalmente, a adoção da banda larga: 83% das conexões em 2008.

· Em faturamento publicitário, a mídia que mais cresce no Brasil é... a Internet: 44% em 2008, em comparação com 2007.

· Nos primeiros oito meses de 2009, em relação ao mesmo período de 2008, a verba publicitária investida na web cresceu 22,62%.

· Ainda assim, a fatia do bolo publicitário que cabe ao setor é pequena: apenas 4% de R$ 987 milhões. Até o final do ano esse volume poderá crescer 30% e o percentual chegar a 4,2%, de acordo com dados do IAB-Brasil.

· O Terra surgiu nos anos 1980, em Porto Alegre, como provedor de Internet. Mas, como a receita de acesso está em queda livre, há dois anos os acionistas decidiram que praticamente tudo vai ser aberto, gratis, na web, e que a publicidade pagará a conta. Se algo for cobrado, será no setor musical.

· Rossi está na direção de Conteúdo do Terra há um ano e comanda uma equipe de 112 pessoas, a maioria jornalistas e baseada em Porto Alegre, São Paulo e Brasília, pela ordem.

· Essa equipe edita cerca de 1000 notícias por dia, de segunda a sexta-feira. A minoria – algo em torno de 10% – é resultado de produção própria. Os outros 900 textos têm origem, em proporções parecidas, nas agências de informações contratadas, em gente que não está no Terra (como os 120 parceiros externos, como Caras, por exemplo) e em escuta (acompanhamento de tudo que está na Internet, principalmente nos blogues, que ganham cada vez mais importância).

· Três jornalistas da equipe de Rossi passam o dia checando informações enviadas por internautas, chamados de “Você Repórter”.

· Vida & Estilo é a editoria que mais usa informações de assessorias de imprensa, mas o ideal é que sejam exclusivas.

· Os convites para almoços são bem-vindos entre os editores do Terra, mas é preciso levar em consideração de que 100% da equipe é dedicada a colocar notícias no ar, o tempo todo.

· O que dá dinheiro na web? Edson Rossi não tem dúvida: informação de qualidade, porque só entretenimento não gera faturamento.

· O Terra acredita tanto em qualidade e exclusividade, que recentemente contratou o blogueiro Fabiano Rampazzo para viajar por 25 aeroportos brasileiros usados pela Azul. Ele não podia sair de aeroporto algum (excepcionalmente quando foi expulso pelo Infraero do Santos Dumont e teve que correr para o Galeão) e tinha a obrigação de testar todos os equipamentos e serviços colocados à disposição dos passageiros. Tudo com uma verba máxima de R$ 50,00 por dia.

· No Terra TV trabalham 40 pessoas que não respondem ao diretor de Conteúdo.

· Apesar da longa e árdua jornada de trabalho que cumpre diariamente na Redação do Terra, Edson Rossi continua ensinando Jornalismo no ABC paulista e em Campinas.

· O diretor de Conteúdo do Terra é contra o diploma e a favor de escolas que ensinem Jornalismo de qualidade.

O Por dentro da Redação com Edson Rossi foi intermediado por Rita Gallo, representou a quarta etapa do ciclo e a próxima será em fevereiro de 2010.

(*) Cláudio Amaral clamaral@uol.com.br especial para o J&Cia de 2/12/2009.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Como nasce uma pauta (1)


Cláudio Amaral

A sugestão é da minha Amiga Arminda Augusto, que divide comigo as responsabilidades dos Editores-Executivos de A Tribuna de Santos: contar como nasce uma pauta.

Nós dois somos Editores-Executivos de A Tribuna. Trabalhamos frente a frente um com o outro. E ela me fez essa sugestão quando eu contava a ela, na noite desta segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009, como nasceu a pauta que fiz ontem e que resultou numa reportagem publicada hoje, na página A-6 de A Tribuna.

Estava eu num dos bancos frontais da plateia da Igreja do Embaré, em Santos. Faltava um ou dois minutos para as 11 horas da manhã de ontem, domingo, 22 de fevereiro de 2009, quando o comentarista anunciou que aquela Celebração da Missa seria dedicada aos 50 anos de imigração de uma família que viera da Indonésia.

O tema imediatamente me chamou a atenção.

Não consegui entender o nome da família, mas fiquei atento. Olhei para a direita e para a esquerda, para frente e para trás. Sempre em busca de alguém que poderia pertencer à tal família indonésia.

Pouco tempo depois, olhando em diagonal para a esquerda, vi alguns rostos que me lembraram os orientais. Seriam eles? Fiquei em dúvida. Quase não levei minha ideia à frente, mas logo pensei:

- Que legal seria contar a história de uma família que veio de tão longe, há 50 anos e aqui está para comemorar o feito.

Terminada a Missa, dei um tempo e em seguida me aventurei. Abordei um cidadão que acabara de chegar. Ele tinha um capacete sob o braço esquerdo.

- Bom dia. O Sr. e eles são uma família?

Ele sorriu, me disse “sim” e começou a falar, antes mesmo que eu perguntasse o que estavam fazendo ali.

Animei-me e dele a ele um cartão de visitas que me identificava como Editor-Executivo de A Tribuna de Santos.

- Eu gostaria de fazer uma reportagem a respeito da sua família.

Ele sorriu novamente e me apresentou a um outro Sr.: Lie Liong Khing.

Apresentei-me a ele, também. E voltei a explicar o que eu queria:

- Gostaria de contar a história de sua família no jornal A Tribuna.

Ele aceitou de imediato.

Perguntei quem da família Lie morava em Santos e ele mandou chamar a irmã, Sra. Lie Ing Nio.

Fiz mais uma apresentação, expliquei novamente minha intenção e ela também concordou de pronto.

Bati as mãos nos bolsos da calça e no peito em busca de papel e caneta. Estava desarmado, infelizmente. Mas logo avistei papéis e mais papéis sobre uma mesa em que as pessoas escrevem intenções e pedidos a Deus antes da Missa.

Na mesa havia também uma caneta. E com eles – um pequeno pedaço de papel cor de rosa e uma caneta de tinta azul – escrevi o endereço e o telefone dela, em cujo prédio seria realizado o churrasco comemorativo aos 50 anos da chegada da família Lie ao Brasil.

Combinei que mandaria um fotógrafo e um repórter ao local: Rua Soares de Camargo, 60.

Sai saltitante de dentro da Igreja do Embaré. Saltitante e agradecendo a Deus pela coragem que ele me dera para buscar contato com a família Lie e garantir aquela pauta.

Pensei em ligar imediatamente para o jornal e passar a pauta para a chefe de reportagem Chris Lourenço.

Antes, entretanto, rumei para a casa do Amigo Mário Evangelista, Editor-Executivo do Expresso Popular, outro jornal diário do Sistema A Tribuna de Comunicação.

Mário e eu somos vizinhos no bairro da Aparecida, junto ao Canal 6, aqui em Santos.

Toquei a campanhia, fui atendido por Mônica, mulher de Mário, e entrei casa adentro, até encontrar meu Amigo sentado, tomando algo gelado e aperetivando um tira-gosto.

- Cláudião... que bom que você veio almoçar com a gente.

Sorri de orelha a orelha e disse a ele:

- Gatão: vim pedir sua autorização para ligar pro jornal e sugerir uma pauta...

Ele nem esperou eu terminar. Me mandou tomar naquele lugar, pegou o telefone e me passou, dizendo:

- Liga lá, sem frescura.

Liguei e falei com Felipe, um dos nossos estagiários. Pedi pela Chris, mas ela havia saído para o lanche. Ele me passou para Luigi Di Vaio, repórter especializado em Política e titular da coluna diária Dia a Dia.

Expliquei tudo a Luigi e ele logo sacou a importância da pauta e se apressou a dizer:

- Eu faço essa matéria.

Desliguei, mais feliz com que nunca.

Antes de sentar para o almoço eu ainda disse a Mário Evangelista:

- Taí uma pauta que eu gostaria de fazer.

Falei e esqueci do assunto.

Hoje, logo pela manhã, peguei o jornal e levei um susto: o assunto estava na primeira página:

“Indonésia – Após 50 anos, família celebra vinda a Santos”.

A reportagem, maior do que eu esperava, estava na página A-6, sob o título:

“Coração Verde e Amarelo – Família de indonésios celebra 50 anos de Brasil”.

Na assinatura, mais uma surpresa: Simone Queirós.

Já no jornal, por volta das 8h30, Chris Lourenço me explicou:

- Passei a pauta para a Simone porque o Luigi estava no meio de uma outra pauta e ela chegava ao jornal naquele momento.

Ato contínuo, abri o jornal na A-6, li o texto de Simone Queirós e... chorei.

À noite, ao contar a Arminda Augusto que havia chorado, ela me fez mais uma observação importante:

- Precisamos contar mais histórias como a desta família. História de gente. História emocionante.

Cláudio Amaral esteve Editor-Executivo n’A Tribuna de Santos de 1º/10/2008 a 16/6/2009

23/2/2009 23:28:01

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Um repórter que tem prazer em contar histórias de gente


Cláudio Amaral

Ao chegar à Redação d'A Tribuna de Santos, na manhã desta segunda-feira, eu disse ao jovem senhor alto e grisalho que trabalha no fundo da Redação:

- “Você queria fazer o jornal sozinho, neste final de semana?”

Ele sorriu e, meio sem jeito, ponderou que não tem culpa se tudo acontece no sábado e no domingo em que ele está de plantão.

- “Não é bem assim”, eu acrescentei. “A verdade é que a notícia procura o bom repórter, tal qual a bola vai a busca do bom jogador de futebol”.

Pelo sim, pelo não, ele assinou reportagens na D-4 de sábado, B-6 de domingo (exclusiva com Pelé), B-15 e E-1 desta segunda-feira.

Ele é jornalista desde 1984, quando saiu da faculdade. Fez assessoria de imprensa por cinco anos, até conseguir uma vaga n’A Tribuna. Está entre nós há exatos 19 anos.

Primeiro foi repórter de Esportes. Depois, no caderno AT Mulher, porque a editora Ivani Cardoso queria um olhar masculino numa publicação essencialmente feminina.

Está no Galeria desde que as equipes do Mulher e das Artes e Espetáculos foram unificadas.

Escreve sobre praticamente tudo o que é publicado no Galeria, mas confessa: gosta mesmo é de entrevistar gente e contar as histórias que elas contam. Em especial, gente simples.

E não costuma perder viagem.

Foi o que fez, por exemplo, quando visitou Cuba a passeio e por curiosidade. Na volta, pediu autorização à editora de Turismo, Carla Zomignani, e à Editora-Executiva Arminda Augusto para escrever o que viu na ilha de Fidel Castro. Fez uma série de sucesso comparando Cuba a Santos.

Sábado passado, a experiência se repetiu. Desta vez, no campo do Jabaquara, aqui em Santos, onde foi para acompanhar a abertura da I Copa Amigos do Litoral. Ao chegar lá, deu de cara com Pelé, o Rei em pessoa. Falou com ele e sapecou uma entrevista exclusiva, diferente, que o leitor d’A Tribuna pode ler na B-6 da edição de domingo.

Como se tudo isso não bastasse, nesta segunda-feira ele está em dose dupla no jornal: na B-15 com “Triatlo estará nos Abertos” e na E-1 com “Uma verdadeira história de cinema”, fruto de uma outra viagem, feita em setembro a Aracaju.

Na época, ele escreveu a respeito das filmagens de Orquestra de Meninos. Agora, a propósito da estréia do filme nos cinemas e com base na apuração que fez há dois meses na capital de Sergipe, ele nos conta, com emoção e detalhes, “como uma idéia bem-sucedida pode provocar ira e inveja”.

Ao ler o texto publicado hoje na capa do Galeria, anotei uma imprecisão. Uma única. Mas relevei. Até porque me emocionei com a história do maestro Mozart Vieira contada por José Luiz Araújo, o repórter que tem prazer de contar histórias de gente. Para privilégio e prazer do leitor d’A Tribuna.

Cláudio Amaral esteve Editor-Executivo n'A Tribuna de Santos de 1º/10/2008 a 16/7/2009

10/11/2008 10:53:27